08 agoAlpargatas cresce vendendo Havaianas “não-convencionais”

Por Luísa de Melo, da Exame.com

havaianas

Havaianas é praticamente um sinônimo para chinelo no Brasil – e a Alpargatas, fabricante da marca, ganhou o mundo com esse modelo.

Agora, porém, as vendas da empresa no país estão sendo impulsionadas por sua linha de “não sandálias”.

No Brasil, o volume comercializado das Havaianas tradicionais teve um salto de 26,2% no segundo trimestre quando comparado com igual intervalo do ano passado. No segmento “extensão”, que abrange outros tipos de calçados, o avanço foi maior, de 30,7%.

Segundo o presidente da companhia, Márcio Utsch, o bom desempenho local da marca pode ser creditado principalmente à correção de deficiências em distribuição, ao reforço do nicho infantil e aos estoques mais robustos.

“Em 2015 colocamos o pé [no freio], com medo de o ano ser muito ruim. Em 2016, vamos ter condições melhores de atender o consumidor”, disse em teleconferência com analistas nesta segunda-feira.

Os produtos da Osklen também apresentaram bons números no mercado interno: as vendas cresceram 12,3% ante o segundo trimestre de 2015.

Por conta desses resultados, a receita líquida da Alpargatas no país somou 570 milhões de reais de abril a junho, alta de 18,5% no contronto anual.

Fora do país

Os volumes exportados de sandálias e outros itens da Havaianas, entretanto, caíram 11,7% frente o segundo trimeste do ano passado. A queda ocorreu especialmente em mercados representativos como Angola, Argentina e Austrália.

Entretanto, o câmbio compensou o recuo e, em valores, as vendas cresceram levemente (0,8%), para 220 milhões de reais.

Em todo o mundo, o faturamento da Alpargatas foi de 1,01 bilhão de reais no segundo trimestre, um acréscimo de 8,4% em relação aos 12 meses anteriores.

O lucro líquido chegou a 60,2 milhões de reais no período, crescimento de 30,9%. Se excluídas das contas as operações das marcas Topper e Rainha, vendidas pela empresa em novembro, os ganhos totalizariam 61,2 milhões de reais.

A margem líquida ficou em 5,9%, contra 4,9% de abril a junho do ano passado.

O Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) atingiu 108,1 milhões de reais, alta de 4,3%.

A margem sobre o indicador foi de 10,7% em junho, 0,4 ponto percentual abaixo do mesmo mês de 2015.

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