08 agoArezzo & Co anuncia inauguração de loja em Nova York

Escrito por Ticiana Werneck, do Portal NO Varejo

A marca Schutz, da Arezzo, irá abrir loja na Madison Avenue em setembro.

A Arezzo&Co, holding das marcas Arezzo, Schutz, Alexandre Birman e Anacapri, inaugurou 38 pontos de venda ao longo de 2011 e pretende abrir mais 58 lojas, entre 11 próprias e 47 franquias, até o fim de 2012 – o grupo detém mais de 300 pontos de venda.

Ela quer mais. Acaba de anunciar a inauguração em setembro de uma loja e show room da marca Schutz na Madison Avenue, em Nova York, fruto de um investimento de R$ 4 milhões. Parte de seu plano de expansão internacional, no próximo mês os sapatos da marca também passam a ser encontrados na Bloomingdale’s.

Aproveitando-se do prestígio que a marca goza no exterior, onde está bem posicionada em relação à custo x benefício, o grupo espera melhorar a performance já que no mercado nacional, segundo a ABLAC (Associação Brasileira de Lojistas de artefatos e calçados), o setor calçadista alcançou um nível de crescimento nas vendas inferior ao de 2010.

A crise internacional e a disseminação dos produtos chineses vêm atrapalhando esse segmento que possui na exportação uma importante alavanca. “Para superar a recessão, os EUA e os europeus têm aumentado a liquidez e, com isso, desvalorizado suas moedas. Isso acaba por diminuir a competitividade das exportações brasileiras”, explica Claudio Felisoni, coordenador-geral do Provar, da FIA (Fundação Instituto de Administração).

Há ainda um problema adicional: o governo da Argentina impôs barreiras alfandegárias a produtos brasileiros no fim do ano passado, o que já provocou reflexos negativos no volume de exportações feitas àquele país. Um relatório da Abicalçados (Associação Brasileira das Indústrias de Calçados) mostra que a queda no volume de pares de calçados embarcados foi de 21% no ano passado, com diminuição de 13% no faturamento dos exportadores locais. Nos 12 meses avaliados, o País enviou ao exterior 113 milhões de pares, contra 143 milhões em 2010.

Mas a Arezzo segue forte. Em 2011, a empresa se beneficiou de seus resultados na bolsa e a receita líquida da empresa subiu 18,8%. Este ano, os resultados na bolsa ainda estão marcados pela incerteza, mas apesar disso os resultados são animadores. No primeiro semestre o grupo registrou uma receita líquida de R$ 199,5 milhões de reais, com lucro de 25,8 milhões – um aumento de 7,2%.

Na semana passada, Daniel Maia, gerente de relações com investidores da Arezzo&Co, esteve presente ao evento Brazilian Retail Week, realizado pela revista Novarejo e fez uma palestra reforçando as vantagens de migrar para o IPO. “A abertura de capital é alavanca do desenvolvimento das empresas varejistas do Brasil”, disse e explicou as razões que levaram a Arezzo a se unir à Schutz, compondo o fundo de investimento TarponAllEquities. “O modelo de IPO nos impôs mudanças de valores culturais saudáveis, já que passamos a entregar resultados e a nos justificar perante o mercado. Na verdade, deixamos de ser sapateiros para sermos alguém que olha para o mundo”.

Desde a abertura da empresa na bolsa (em 2007), o capital da Arezzo aumentou em dez vezes. Mesmo assim, segundo ele, “a empresa ainda vive um ambiente de aprendizagem e melhoria de processos”.

Texto extraído de http://www.portalnovarejo.com.br/distribuic-o/estudos-e-cases/cases-de-sucesso/arezzo-em-nova-york