15 janBig Data, Comércio Eletrônico e Envolvimento do Consumidor foram destaques do terceiro dia da NRF2014

Por Daniel Zanco, sócio-diretor da Universo Varejo

(Bert Jacobs durante palestra na NRF 2014)

(Bert Jacobs durante palestra na NRF 2014)

O terceiro dia do maior encontro do varejo mundial começou de maneira leve e otimista, com uma Keynote session baseada no case da Life is Good, apresentada por seu co-fundador Bert Jacobs. Para ele, um dos segredos do sucesso da Life is Good é envolver o consumidor por uma imagem positiva de marca, gerada pela percepção positiva da vida transmitida em seus produtos e ações como companhia. A Life is Good atua basicamente no mercado multimarcas e possui sete lojas físicas que, segundo Bert, são planejadas para serem um ambiente onde o cliente deve ter vontade de visitar, por conta da experiência e entretenimento – a compra é uma consequência disso.

A segunda Keynote do dia foi apresentada pela Deloitte e teve Alison Paul – vice chairman da gigante de consultoria – apresentando resultados para muitos surpreendente sobre o processo de internacionalização de varejistas americanos. Um dos dados mais relevantes é que o crescimento médio das ações das empresas que se aventuraram no mercado externo foi menor do que aquelas que optaram por não cruzar as fronteiras. Possivelmente uma lição de como a perda de foco pode afetar um negócio. Foram discutidos diversos aspectos sobre como fazer uma correta expansão internacional, olhando os cases da Claire’s e da TOMS Shoes como exemplo.

Em um dia em que a Expo foi muita visitada, as breakout sessions continuaram abordando os temas do uso inteligente de dados, da interação mobile no varejo físico e de como essa disputa entre a conveniência digital e a experiência física influenciará o varejo nos próximos anos. Uma das palavras mais disputadas – O que a Amazon não pode fazer? – detalhou os segredos da gigante do comércio online e concluiu que ele não consegue entregar o prazer da gratificação instantânea e nem a chance de experimentar presencialmente os produtos. É aí que estão as forças do varejo físico.

Havia certa curiosidade sobre uma breakout session que prometia resultados reais sobre o uso de big data como ferramenta de planejamento de suprimento, e o que foi apresentado pela Helzberg Diamonds e pela Vera Bradley foi bastante inspirador. Já há em andamento processos de compra que levam em consideração opiniões prévias dos consumidores e resultados de performance de vendas somados a dados não estruturados e os números são bastante animadores, com significativa redução das sobras de estoque e ganhos de margem – objetivos que todo varejista de produtos sazonais busca.

Por fim, destacamos um painel que provavelmente foi o de maior lotação da NRF que foi da companhia de monitoramento de tendências PSFK, que entre outras tendências, citou que os dados devem ser usados para propiciar experiências de customização e personalização para os consumidores, dando um toque cada vez mais humano ao varejo.