12 janComo lojas tradicionais podem se tornar relevantes na era digital?

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Na recém-inaugurada loja da Rebecca Minkoff, localizada no SoHo, em Nova Iorque, os consumidores podem buscar por produtos através de um display interativo. Uma touchscreen localizada nos provadores permite que os clientes personalizem a intensidade da luz e peçam auxílio dos vendedores diretamente pela tela.

Já na varejista Warby Parker, os consumidores podem experimentar óculos e ganharem uma foto gratuita tirada por um fotógrafo profissional.

As lojas físicas não estão mais jogando com velhas regras. Varejistas físicos estão acrescentando entretenimento e se tornando mais engajados em seus segmentos. E muitos estão utilizando tecnologias digitais para transformar o espaço físico.

“A internet mudou a forma como as pessoas se engajam com o mundo físico, e os varejistas estão ingressando nisto”, diz Healey Cypher, resopnsável pela área de inovação no eBay, que trabalha com Rebecca Minkoff no desenvolvimento da nova boutique.

“A loja é o ponto de encontro mais efetivo que um varejista ou uma marca possui – é uma experiência multi-sensorial comparada com compras online. Ao incluir tecnologias digitais no espaço físico, os varejistas podem entregar a experiência conectada tão esperada pelos consumidores”, aponta Cypher.

Enquanto o ecommerce representa aproximadamente 6% do total de vendas no varejo, a maioria das transações ainda ocorre em lojas físicas. Conforme o omnichannel vem se tornando parte do dia-a-dia das estratégias varejistas, as empresas estão redefinindo o conceito de loja. Um recente artigo da Harvard Business Review diz: “Eles são como sites de inspiração, laboratórios de testes, pontos de venda, help desks, centros de troca e distribuição”.

Mistura entre online e offline

Trazer o melhor do digital e do varejo físico em conjunto faz parte do coração da tecnologia de “loja conectada” na boutique Rebecca Minkoff.

rebecca minkoff store

“Tudo que fizemos no interior da loja foi intencionalmente feito para tornar a compra mais fácil. Criamos a parede touchscreen, em partes, para auxiliar as pessoas a descobrirem produtos”, diz Cypher. “Ela conta a história da marca, permite a escolha de itens no tamanho desejado e os envia para os provadores. A cliente também pode pedir drinks e solicitar um alerta mobile quando houver provador disponível”.

Qual o objetivo?

Gary Lee, presidente e CEO de estratégia de compra na InReality, diz que os varejistas devem considerar o propósito da tecnologia antes de investirem em algo que não possui uma proposta muito clara.

“Ter uma parede cheia de touchscreens é incômodo e pode parecer desordem”, ele diz. “Se uma empresa está utilizando uma tela para guiar o consumidor no processo de decisão de compra, para auxiliá-lo a resolver algum problema ou permitir a comparação entre itens, então isso faz sentido”.

As lojas da Sephora são preenchidas com diversos itens tecnológicos, como aquele que auxilia os clientes a escolherem um perfume, desenvolvido para mesclar elementos da experiência de compra online e offline.

“Se um varejista vai utilizar a tecnologia, então ele precisa ter a certeza de que isso irá engajar o consumidor, mantendo interesse e solucionando um problema”.

(Loja do Starbucks, em Seattle)

(Loja do Starbucks, em Seattle)

Traduzido do original presente em: https://nrf.com/news/reset-refresh-or-re-invention