12 dezCosméticos orgânicos da Burt’s Bees chegam ao país

Escrito por Daniel Carmona, da Brasil Econômico

burts bees

Em meados de 2010, Marco Antonio Garcez e Tania Popow Evangelista, executivos do Grupo Rothenberg, se surpreenderam com a resposta positiva imediata que obtiveram da Clorox, a gigante americana do segmento de perfumes e cosméticos. “Entramos em contato porque havia interesse em trazer a marca. E a resposta que eles nos deram é que há tempos estavam em busca de um parceiro aqui”, resume Marco. Passados três anos do noivado, o casamento enfim foi celebrado em outubro último, com a chegada da badalada linha de cosméticos orgânicos Burt’s Bees ao mercado nacional.

Sem muito alarde, o logotipo em vermelho e amarelo desembarcou em uma centena de pontos de venda, a maior parte deles em São Paulo, além de um quiosque conceito da marca no Shopping Morumbi, nobre centro de compras da capital paulista. “A ideia não é fazer retail (varejo). É um projeto de longo prazo, no qual a nossa principal responsabilidade é o branding (a construção da marca)”, explica Tania, que assumiu a gerência das operações nacionais da Burt’s Bees dentro da Passion, braço da Rothenberg dedicado às marcas premium. Serão dez anos de trabalho, segundo contrato previsto entre as partes, para que a simpática abelha, o símbolo dessa grife, tenha um voo longo e seguro no país. E se depender do impacto inicial, a penetração da Burt’s Bees nos lares das classes A e B deve ocorrer rapidamente.

“Trouxemos um lote que seria suficiente para o Natal, mas quando percebemos que havia risco de uma ruptura (falta de produto) do estoque semanas após o lançamento, solicitamos uma carga extra”, lembra Tania. Entre drogarias premium e perfumarias, a demanda em maior escala dos cremes, loções e hidratantes labiais deve vir da loja de departamento Renner, que hoje comercializa o portfólio da marca na internet e em algumas unidades do Sudeste.

Organicamente (e atendendo a demanda que varia conforme a região), a Burt’s Bees deve crescer na rede, segundo avaliação dos executivos, embora todas as decisões sobre posicionamento da marca necessitem do aval da Clorox, dona da grife desde 2007. “A meta é atingir 120 lojas até o início de 2014. A partir disso, o objetivo é crescer 30% anualmente. É uma marca que estará posicionada de forma seletiva, presente em algumas unidades, mas não muitas”, finaliza Tania. Segundo Marco Antonio Garcez, diretor da Passion, o preço competitivo para uma linha considerada de luxo também deve chamar a atenção de potenciais clientes. “Quando se fala em produto natural, eles já são naturalmente mais caros. Também em função da concorrência, podemos dizer que os preços praticados aqui para essa linha não estão tão acima em relação ao que é cobrado nos Estados Unidos”. Os preços partem de R$ 15 e vão até R$ 95. No país de origem, os itens custam de US$ 3 (R$ 7) até US$ 15 (R$ 35). No próximo ano, novos produtos devem ser incorporados ao portfólio tupiniquim, hoje composto por 30% de todo o mix da marca. O catálogo global da marca já ultrapassa 150 produtos. Até creme dental está presente nesse mix. Mais de 95% da composição dos produtos é feita com matérias-primas obtidas através de fontes naturais.

Fonte: Brasil Econômico