26 setDafiti eleva vendas no primeiro semestre e se aproxima do lucro líquido

Por Cibelle Bouças, do Valor Econômico

dafiti

A Dafiti, varejista on-line de moda controlada pela Global Fashion Group (GFG), informou que seus resultados no primeiro semestre ficaram acima da média do mercado de comércio eletrônico e que a empresa está cada vez mais próxima de chegar ao lucro líquido.

“A Dafiti apresentou uma melhoria significativa em relação ao ano anterior, com crescimento em um ambiente macroeconômico supercomplicado. Estamos muito felizes com o resultado”, afirmou ao Valor Phillip Povel, cofudandor da Dafiti e presidente de operações da GFG para América Latina.

No primeiro semestre, as vendas somaram R$585,4 milhões, com crescimento de 23,8% em comparação com o mesmo intervalo de 2015. Esse valor já inclui o desempenho de vendas das empresas Kanui e Tricae, que foram adquiridas no terceiro trimestre de 2015.

Para se ter uma base de comparação, no primeiro semestre deste ano, o comércio eletrônico no Brasil cresceu 5,2%, segundo a consultoria ebit. O varejo físico de vestuário teve queda de 11,6% nos primeiros sete meses de 2016, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A Rocket Internet, controladora do GFG, informou que a receita líquida da Dafiti avançou 22,3% em euros no primeiro semestre, para €135,8 milhões. Na Dafiti, o número de transações aumentou 68% no período, para 4,2 milhões de vendas realizadas. A base de usuários ativos cresceu 72,7%, para 3,8 milhões de cadastros. O lucro bruto chegou a €57,2 milhões, com aumento de 37,5% em relação ao primeiro semestre de 2015. A margem bruta subiu 4,6 pontos percentuais, para 41,1%.

O prejuízo ajustado antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda ajustado) foi de €13,1 milhões, em comparação com prejuízo de €41,1 milhões apresentado no primeiro semestre de 2015. Povel disse que as vendas melhoraram principalmente no segundo trimestre, quando o Ebitda ajustado apresentou um resultado negativo de €2 milhões, ante €20,9 milhões um ano antes. A receita no trimestre cresceu 20,7%, para €78,6 milhões (R$326,4 milhões).

Povel afirmou que, em reais, a margem Ebitda no segundo trimestre ficou negativa em 2,5%, contra uma margem negativa de 33,1% no segundo trimestre do ano passado. “Até 2015, a companhia se concentrou em ganhar mercado, crescendo de 40% a 80%. Neste ano o foco é buscar rentabilidade e está dando certo. O crescimento em vendas foi menor, mas estamos mais próximos do lucro”, afirmou. A Dafiti não divulga a última linha do seu balanço.

No período, o desempenho da companhia foi favorecido pela itnegração da Kanui e da Tricae à Dafiti e pela redução de custos de marketing. O executivo também destacou a adoção de ferramentas de gestão de produtos e preços, que permitiram definir melhor estratégias de preços e promoções, trazendo mais rentabilidade. A companhia também ampliou a oferta de peças mais lucrativas.

Outro ponto destacado pelo executivo foi o conceito do marketplace – modelo de vendas que reúne em um mesmo site ofertas de diferentes lojas. O marketplace da Dafiti foi lançado em 2015 e possui atualmente mais de 1 mil marcas e 50 mil produtos no Brasil. “Essa variedade ajuda a atrair consumidores e é um número difícil de ser alcançado por concorrentes”, disse Povel.

O grupo Netshoes, que lidera o comércio eletrônico de vestuário, com uma receita de R$1,54 bilhão em 2015, contra R$856 milhões da Dafiti, possui em seu marketplace cresca de 160 mil itens. A Netshoes é uma companhia limitada e não divulga resultados por trimestre; publica apenas o balanço anual.

Povel afirmou que espera uma recuperação no varejo de vestuário brasileiro no quatro trimestre, com consequente aceleração nas vendas do comércio eletrônico. “A expectativa é que o setor como um todo tenha vendas fortes na Black Friday e no Natal”, acrescentou.

Com esse desempenho, a operação da Dafiti representou 22% do GFG, sendo seu maior negócio no mundo. O grupo opera as varejistas Lamoda, Namshi e Zalora e tem operações no Brasil, na Rússia e na Índia, entre outros países.

Texto extraído de: http://www.valor.com.br/empresas/4724531/dafiti-vende-mais-e-diz-se-aproximar-de-lucratividade