28 abrDudalina inaugura loja na Suécia e planeja conquistar mercado europeu

Escrito por Barbara Bigarelli, da Época Negócios

Loja da Dudalina em Escolmo (Foto: Divulgação )

Loja da Dudalina em Escolmo (Foto: Divulgação )

Com 105 lojas no Brasil, entre franquias e pontos próprios, a Dudalina quer agora levar suas camisas para a Suécia. A recente abertura de uma franquia em Estocolmo, capital do país europeu, é parte de um grande processo de internacionalização da empresa, que já possui lojas na Itália, Panamá e Equador.

O que diferencia a recente abertura, porém, é o desafio que a empresa terá para conquistar um mercado diferente de todos os outros, onde as cores vivas e estampas com flores das coleções podem incomodar. “Exige muita cautela, paciência já que as pessos são muito mais formais e fechadas. É um país que neva, escurece cedo e as pessoas usam geralmente camisa social preta e branca”, afirma Thiago Guilherme Raitez, gestor de Mercado Internacional da Dudalina. A loja de 45 metros quadrados foi aberta no no shopping center Taby Centrum, considerado um dos melhores da cidade. Uma segunda será inaugurada no maior aeroporto da capital, por onde passam 21 milhões de pessoas por ano.

Para conquistar principalmente as suecas – a empresa considera a linha feminina o seu maior diferencial competitivo -,  a Dudalina conta com a expertise de um parceiro local. Foi ele quem procurou a marca, sugerindo que a loja da Suécia pudesse servir de plataforma para novas aberturas em toda a Escandinávia. Um estudo para inauguração na Islândia já está em andamento. É através de parceiros locais e franquias que a empresa quer ganhar a Europa.

Na escolha do parceiro ideal, a empresa, que é presidida por Sonia Hess, afirma que recebe muitos pedidos, mas busca empresas com “foco, saúde financeira muito boa para poder aguentar e suportar a abertura de uma marca nova em um país diferente”. Isso porque, segundo Raitez, a empresa não irá baixar preços, mudar o conceito de negócio ou focar em outro tipo de público. “Seja no Equador ou na Suécia, o público que compra lá fora é muito similar ao que que compra aqui. É uma marca premium, que exige alto poder aquisitivo. São, principalmente, mulheres executivas que querem qualidade”, afirma o executivo. No mercado europeu, a ideia é concorrer com marcas como Lacoste e Tommy Hilfiger.

Em 2015, a Dudalina planeja a abertura de 15 franquias no exterior. Números e investimentos não são revelados, mas a marca afirma ter crescido 25% desde o ano passado. As lojas no exterior recebem camisas fabricadas no Brasil.

Loja da Dudalina no Panamá (Foto: Divulgação)

Loja da Dudalina no Panamá (Foto: Divulgação)

De Santa Catarina para Milão

Todo o processo de internacionalização foi iniciado antes da chegada dos fundos internacionais Advent, Warburg e Restoque, que hoje dividem o controle acionário da empresa. Começou em 2012, com a abertura de um showroom em Milão. Quem testou se os italianos e italianas iam gostar daquelas coleções foi Gianni Maria Asnaghi, fornecedor de gravatas que atua em mais de 50 países. O teste deu acerto e a Dudalina hoje conta com Gianni para prospectar novos mercados e parceiros. “Com Gianni, conseguimos colocar a Dudalina em alguns países, nos quais não tínhamos nenhum conhecimento”, afirma Thiago.

Segundo ele, um dos pontos de sucesso para a marca vingar na Itália foi apostar no público feminino.  “Começamos vendendo camisarias femininas, porque teríamos menos concorrentes e as coleções para mulheres têm diferenciais competitivos em tudo que atuamos. Hoje, já temos um mix mais completo lá fora e queremos realmente ‘exportar’ nosso conceito de camisaria”, conta Thiago. Segundo o executivo, as lojas são abertas com 70% do portfólio feminino e 30% masculino e, gradativamente, o balanço vai sendo equilibrado. Em todas, a marca quer levar o que considera o “conceito Brasil”. “São informações pequenas, mas significativas que vão desde a bandeira no logo, a bala de banana e a bossa nova de música ambiente”, afirma Thiago.

Os próprios brasileiros têm adquirido as camisas da grife no exterior. O executivo comenta que na primeira loja internacional, aberta no Panamá em novembro de 2013, 10% dos clientes são brasileiros. A loja foi uma espécie de laboratório para o mercado latino-americano. Da experiência, a marca incorpou novos conceitos para abrir outras duas lojas no Equador. Em setembro, mais uma será inaugurada.

A internacionalização também traz novos conceitos para as coleções que são totalmente fabricadas no Brasil. São quatro por ano, gerando até 500 modelos, que também abastecerão as lojas brasileiras.

O crescimento por aqui é mais modesto em termos absolutos. Após abrir neste ano uma loja em Guarulhos, no Shopping Maia, a expectativa para o 1º semestre de 2015 é a inauguração de mais quatro lojas: uma em Juiz de Fora, duas no Sul (Jaraguá e Blumenau) e uma em Campos do Jordão (durante a temporada de Inverno).

Texto extraído de: http://epocanegocios.globo.com/Inspiracao/Empresa/noticia/2015/04/dudalina-abre-loja-na-suecia-e-quer-conquistar-mercado-europeu.html