01 abrEcommerce pode chegar a R$45 bi com consumidor omnipresente

Escrito pela Redação do Portal No Varejo

Gustavo Santos, da ABComm, apresentará na Fenacom 2013 as projeções de crescimento do setor e as mudanças que atingirão o mercado

Até 2016, o mercado brasileiro de e-commerce deve faturar R$ 45 bilhões anuais, o que significaria um salto expressivo sobre os R$ 24,2 bi registrados em 2012. A estimativa é de Gustavo Santos, Conselheiro Fiscal da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), e será explicada em detalhes durante o painel na Fenacom 2013 – Feira e Congresso de Soluções para Automação Comercial, que ocorre em São Paulo, entre os dias 9 e 11 de abril.

“Omni consumidor é o consumidor que compra na internet, na loja física ou através de televendas de forma orgânica, cruzada. Ele faz pesquisa de preços na internet, antes de comprar na loja física, e vai às lojas antes de comprar na web, de forma a sempre ter a melhor relação custo/benefício possível. Isso muda profundamente o funcionamento do mercado e, segundo os dados mais recentes que temos, 62% dos clientes já faz pesquisa de preço na web antes de ir às compras no comércio tradicional”, explica Santos.

De acordo com ele, esse tipo de segmento apresentou uma taxa de expansão de 1.400% nos últimos dez anos, e continuará crescendo em “ritmo chinês” na próxima década, mas com uma mudança: “o crescimento, agora, será puxado pela presença massiva de um novo perfil de comprador – o “omni consumidor” – somado a outras novas tendências de comportamento de compra e de contorno, tanto do mercado de varejo quanto de B2B”, completa.

Durante o Congresso da Fenacom, Santos também pretende defender a ideia de que o canal de vendas, tanto do varejo quanto do B2B, devem se preparar para “uma radical integração de suas operações on-line e física”. No caso do comércio corporativo, de empresa a empresa, ele sugere inclusive a criação de market places B2B como forma de ganhar “grande vantagem competitiva no aspecto de alcance e capilaridade de negócios”, sem a qual as tradicionais distribuidoras e revendas podem sofrer percalços com o aumento da competitividade em todos os níveis.

“A grande virada terá de ser dada pelas redes de varejo. Elas precisam com urgência integrar seus canais, isto é, as estratégias das lojas e dos sites. Redes que se adaptarem e adotarem essa estratégia ganharão destaque pelo diferencial de serviço e atendimento ao consumidor, que está muito exigente e vai ficar ainda mais. Coisas como ‘compre na loja e receba em casa, compre em casa e retire na loja’ precisam se tornar parte comum do ferramental das redes”.

Um dos fatores que exige essa mudança, na opinião dele, é a massificação do chamado ‘showrooming’, comportamento de consumidores que, usando smartphones, pesquisam preços e condições em outras lojas, quando já estão com o produto no carrinho do mercado. “O impacto dessa tendência é enorme: há mais de 27 milhões de consumidores com celulares ligados à web. Entra em cena a necessidade de reposicionamento de estratégia de preços e de qualidade no serviço, dando mais benefícios e melhor atendimento ao consumidor. Além disso, as lojas terão de pensar em como tornar mais flexíveis suas políticas de preços. É uma mudança e tanto”, conclui.

Serviço:

Fenacom 2013 – Feira e Congresso de Soluções de Automação
Local: Centro de Convenções Frei Caneca – R Frei Caneca, 569
Datas: de 9 a 11 de abril
Horário: das 14h às 21h

Texto extraído de: http://www.portalnovarejo.com.br/rss/noticias/tecnologia-no-varejo/consumidor-omnipresente-pode-fazer-o-e-commerce-chegar-a-r-45-bi