02 abrFiveBlu planeja quadruplicar faturamento do ecommerce em 2013

Escrito por Karin Salomão, da Pequenas Empresas & Grandes Negócios

FiveBlu vende peças de fabricação própria apenas na internet

A venda de roupas, calçados e acessórios pela internet cresce a cada ano. Em 2012, o segmento ficou em segundo lugar no volume de vendas pela internet, com 12,2%, segundo a consultoria e-bit. Espera-se que até 2015 o faturamento alcance R$ 50 bilhões e chegue a R$ 100 bilhões em 2020, de acordo com uma estimativa da consultoria McKinsey.

Foi de olho nesses números astronômicos que a FiveBlu surgiu. O site de compras de roupas e acessórios de fabricação própria entrou no ar em abril do ano passado, comandado pelo italiano Luca Marini, 29 anos. Nos primeiros oito meses de existência, o faturamento atingiu R$25 milhões. Em 2013, a empresa pretende chegar aos R$100 milhões de faturamento.

Luca Marini

Como uma fast fashion, a marca lança novas peças com produção limitada frequentemente, para dar uma sensação de rapidez e urgência ao consumidor. O e-commerce foi aberto com 750 peças no portfólio. Para a coleção de verão 2013, foram produzidas quatro mil peças e a próxima temporada, de inverno, contará com mais de sete mil modelos, que serão lançados aos poucos. Voltadas ao público jovem, as peças vão do básico ao casual chique, com preço médio de R$ 100.

A FiveBlu optou por vender essencialmente peças fabricadas no Brasil – com exceção de alguns óculos importados. Segundo Marini, a produção nacional acelera o processo e facilita o contato com os fabricantes. A equipe de 32 pessoas tem três estilistas, que buscam inspiração em semanas de moda pelo mundo, como Paris, Londres e Nova York.

Para enfrentar a concorrência, a empresa adotou a política de frete, troca e devolução gratuitos. A marca também oferece um guia de medidas no site e torce pela padronização dos tamanhos de roupas no país.

Um italiano empreendendo no Brasil
Em novembro de 2011, um dos fundadores da Dafiti, o alemão Malte Horeyseck, falou com Luca Marini sobre a possibilidade de abrir um novo empreendimento no Brasil enquanto os dois estudavam juntos em Harvard. Horeyseck apresentou Marini à Rocket Internet, investidora do projeto e de outros negócios por aqui, como o Groupon, a Dafiti e a Glossy Box. A investidora, então, o escolheu como cabeça do desenvolvimento da FiveBlu.

Marini vendeu a casa, alguns móveis, mandou o resto dos objetos para a casa de seus pais na Itália e, com duas malas, chegou ao Brasil em janeiro de 2012. Aprendeu português ao discutir com os fornecedores de Blumenau (SC) e, no começo fez entrevistas para contratação de funcionários em padarias, já que a FiveBlu ainda não tinha escritório. “São Paulo, a selva de concreto, não é muito acolhedora, mas é um lugar muito propício para o crescimento de novos negócios”, diz Marini, que achava que “só quem tem muita grana e sorte pode ser empreendedor”.