09 maioFnac estuda a abertura de franquias e lojas menores

Escrito por Beth Koike, da Valor Econômico

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Há 15 anos no Brasil, a francesa Fnac inaugura sua 12ª loja no no Aeroporto de Guarulhos no domingo e traz novos formatos para as suas próximas unidades no país. A varejista estuda a abertura de pontos de menor porte em áreas de grande circulação, como aeroportos, e de unidades com tamanho intermediário, de no máximo 25% da área de uma megastore de 3 mil m2. Além disso, avalia iniciar um projeto de franquias.

“Na Europa, temos 20 lojas em aeroportos, estações de metrô e trem. Aqui no Brasil, vamos inaugurar nossa primeira unidade com esse perfil, que chamamos de lojas de conexão, no novo terminal internacional de Guarulhos e estamos conversando com outros aeroportos, tanto da iniciativa privada quanto da Infraero”, disse o francês Jacques Brault, diretor-geral da Fnac Brasil há três anos. Antes, o executivo respondia pela unidade da Fnac na Grécia.

Além de aeroportos, a Fnac está analisando também estações de metrô e trem e terminais rodoviários. Serão unidades menores com um mix de produtos focado de acordo com o público do local. “No aeroporto de Guarulhos, teremos uma loja de 132m2 ‘premium’ com produtos voltados para o viajante como celular, tablets, acessórios, livros e jornais internacionais”, disse Brault.

A rede, que comercializa produtos de tecnologia, eletrônicos e livros, também pode vir a abrir no Brasil lojas com cerca de 300m2 ou 600m2. Trata-se de uma metragem intermediária entre as chamadas lojas de conexão e as megastores. No Brasil, todas as 11 unidades são consideradas megastore. “Estamos testando esse modelo de loja multiformato que cabe em regiões com bom potencial de compra, mas que não chega a comportar uma megastore”, disse o executivo, explicando que esse modelo está em fase de testes na Europa. A nova estratégia não significa que a empresa deixará de abrir megastores.

A Fnac tem outro projeto-piloto fora do país que pode ser replicado no mercado nacional: lojas de franquias. A primeira unidade foi aberta na França em 2012 e a próxima será no Catar, no Oriente Médio, em meados deste ano.

Hoje, o Brasil é o terceiro maior mercado da Fnac, ficando atrás da França e dos países Ibéricos (Espanha e Portugal). A unidade brasileira foi a que registrou o melhor desempenho no grupo francês, que encerrou o primeiro trimestre com receita de € 839 milhões, queda de 1,5% (desconsiderando a variação cambial e inflação). No Brasil, a receita somou € 38,2 milhões, entre janeiro e março, com uma ligeira variação de 0,9%, o que foi considerado um bom resultado tendo em vista que os demais mercados tiveram perdas de 1,5% na França e 7,1% em outros países.

No acumulado de 2013, a receita da Fnac foi de € 3,9 bilhões, queda de 3,1% (sem variação cambial). No Brasil, a receita caiu 1% para € 197,2 milhões. “O faturamento aumentou 6% no segundo semestre, em comparação com uma diminuição de 8,9% no primeiro semestre. A melhoria da atividade foi apoiada pelas vendas por internet”, destacou a companhia em relatório. Da receita global da varejista, 55% vem de eletrônicos e tecnologia, 40% de livros, CDs e DVDs e o restante de serviços.

Em junho de 2013, a Fnac abriu o capital, após separar-se de seu controlador, o grupo PPR. Desde então, as ações da Fnac valorizaram 53,3%. No mesmo período, o Índice CAC, principal indicador da Bolsa de Paris, teve alta de 22%.

Texto extraído de: http://www.valor.com.br/empresas/3541926/fnac-avalia-abrir-lojas-menores-e-franquias#ixzz31EBaznyD