19 marGoogle planeja entrar no varejo com “Google Glass”

Com esta batalha diária de novas tecnologias, os meios de comunicação específica estão com os dias contados. Revistas, internet, jornais e mobile estão se esvaindo, mas não totalmente.

Todas as mídias são criadas da mesma forma, umas mais iguais que as outras. E no âmbito da publicidade, onde há a disputa de outlets pelo melhor preço, as diretrizes estão confusas com o que diz respeito a um canal de mídia único. Então, com a nova tendência da “computação vestível”, quem tem como própria uma das partes desta mídia? É a internet? É a TV? É o rádio? São os vídeos? A verdade é que, como profissionais de marketing, não podemos dividir o mundo num único meio. Os consumidores estão em busca de acesso a todos os conteúdos e aplicativos por várias tecnologias diferentes: eles não se importam com a classificação dos meios.

Há uma grande mistura que está por trás desta tecnologia “vestível”, e o Google está na frente disto com o Google Glass. O novo acessório permite que os usuários acessem uma grande variedade de informações através dos óculos. Organização e disseminação de conteúdo em tempo real – quem mais além do Google poderia ser a melhor empresa a entregar esta premissa?

Os céticos estão considerando o dispositivo como um incômodo que será feio e caro. Mas antes de escrever isso como um gadget sensacionalista, tenha em mente o quão caros e incômodos são os primeiros dias de lançamento de computadores, celulares ou até mesmo da Internet como um todo. Este é apenas o começo do Google Glass e as oportunidades são infinitas.

Mas, este não é um salto muito grande para o Google ainda. É preciso descobrir a tecnologia de comando por voz – e antes disso, alguém se lembra de como o Siri da Apple iria mudar o mundo? Há uma enorme necessidade de tecnologia aberta, que permitirá aos desenvolvedores criarem ferramentas e funções relevantes.

O que o Google está enfrentando de fato é um desafio como nunca houve antes. Esta será a primeira aventura real em vender um produto que você pode tocá-lo. Todo o resto tem sido revendido pelos parceiros do sistema Android. Como o Google vai lidar com 1800 embalagens, devoluções e reparos?

Lembrando que o Google é uma marca muito famosa, mas não cobra um dólar sequer por seus serviços. Tanto quanto os consumidores, que recebem informação de uma maneira eficiente, totalmente gratuita. Agora estas pessoas vão estar frente a frente com produtos reais que custarão centenas de dólares; é uma incógnita sobre como será o processo de varejo do Google.

Este é um jogo gradual num mundo que exige sucesso instantâneo. Com sorte, o Google tem tempo, paciência e o mais importante, o dinheiro necessário para este processo. Mas uma lição da fábula de Orwell: “O homem não atende aos interesses de nenhuma criatura, a não ser seu próprio interesse”. Então, o Google necessita atender aos fiéis fãs e consumidores, caso contrário, este mesmo público deixará a marca de lado.

Fonte: Retail Costumer Experience