Universo Varejo | Herdeiros da Hering trazem americana Guess de volta ao país

21 novHerdeiros da Hering trazem americana Guess de volta ao país

Escrito por Mariana Barbosa, da Folha de São Paulo

(Loja da Guess em Miami)

(Loja da Guess em Miami)

A grife americana Guess está de volta ao país, desta vez pelas mãos dos herdeiros da Cia. Hering.

Conhecida pelos jeans colados ao corpo, a marca chega com preços mais acessíveis e uma estratégia diferente das grifes estrangeiras que têm desembarcado no país e que trazem as mercadorias de fora, com altos custos de importação: todos os jeans serão fabricados no Brasil.

Além de garantir preços similares aos praticados nos EUA, a fabricação nacional permitirá adaptar a modelagem ao corpo das brasileiras.

“Meio centímetro a mais na panturrilha ou na coxa num modelo ‘skinny’ faz toda a diferença em termos de conforto”, diz Thomaz Hering, 25.

Os jeans custarão a partir de R$ 199. Nos EUA, começam em US$ 89 (R$ 202).

Na primeira tentativa de trazer a Guess para o país, com outros parceiros e a linha toda importada, o jeans começava em R$ 500 e podia chegar a R$ 800.

“O brasileiro não é burro. Não adianta trazer a marca e vender a três vezes o preço praticado lá fora”, diz.

(André, Thomaz e Thiago, herdeiros da Hering e sócios com 40%da Guess Brasil; jeans serão todos feitos no país)

(André, Thomaz e Thiago, herdeiros da Hering e sócios com 40%da Guess Brasil; jeans serão todos feitos no país)

A coleção que chegará às lojas em janeiro será quase 70% fabricada no país. A Guess chegou a ter três lojas no país, incluindo um ponto de 200m na Oscar Freire. Mas o negócio não durou mais de dois anos e foi encerrado em 2009.

Thomaz e os irmãos André, 27, e Thiago, 30, filhos do presidente da Hering (Fábio Hering) e representantes da sexta geração da companhia catarinense, são sócios com 40% da Guess Brasil, por meio da HRG3. A Guess deterá o restante. Os valores do investimento serão divulgados no próximo balanço da companhia americana.

A primeira loja abriu as portas na semana passada, no Shopping Cidade Jardim, mas a marca não pretende focar o luxo. A próxima abertura será no shopping Center Norte. “Jeans não tem classe social. Queremos falar com o Brasil inteiro”, diz André.

A intenção é abrir 45 lojas nos próximos cinco anos. Os sócios deverão comandar até dez lojas no eixo Rio-São Paulo. O resto da expansão se dará no modelo de franquia. A empresa também aposta nos canais multimarcas e tem como meta alcançar mil pontos de venda até 2018.

Os Hering fazem questão de ressaltar que o negócio é totalmente independente da Cia. Hering. A produção não será feita em fábricas da Hering e não há relação societária entre as empresas.

Com diplomas em administração e direito, os três irmãos estão impedidos de trabalhar na Cia. Hering devido a regras de governança corporativa.

A HRG3 existe há cinco anos e tem, entre outros negócios, uma rede de 17 lojas franqueadas da Cia. Hering.

Texto extraído de: http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2013/11/1373862-herdeiros-da-hering-trazem-guess-de-volta-ao-pais-com-producao-local.shtml