09 abrHering destoa de crise no vestuário e cresce 33,4% em 2011

Escrito pela Redação do Portal Terra

A Hering começou a franquear em 1992. Desde então, a marca aumentou sua penetração nacional. Em 2011, a rede teve um faturamento 24,5% que no ano anterior

 

Se hoje a Hering é uma marca conhecida e, segundo a definição do franqueado Marcelo Tavares D’Amaral, “democrática”, é porque a empresa de vestuário decidiu apostar no franchising como estratégia para crescer. “Antes fabricante, foi com a transição para o varejo, nos anos 1990, que ela se tornou mais próxima do consumidor final e presente nos principais polos formadores de opinião”, explica Adriano Batistela, gerente de franquias da rede.

Mais do que isso, como conta D’Amaral, a rede investiu também em pesquisas de moda, o que fez com que as roupas da Hering ganhassem um estilo próprio. “É muito importante o trabalho de criação, produção e distribuição da marca”, avalia o franqueado. Isso porque, segundo ele, ao concorrer com lojas próprias e menores a rede poderia perder agilidade na apresentação de tendências e novidades.

Vale ressaltar que o segmento de vestuário teve um desempenho fraco quando comparados a outros setores do franchising brasileiro. Em 2011, faturou 7,4% a mais do que em 2010. Já no ano retrasado, o percentual de crescimento foi de 29%. Mesmo assim, esse ainda é um setor importante. No ranking da Associação Brasileira de Franchising (ABF) sobre a composição do faturamento, o setor de vestuário aparece em quarto lugar, com 8% de participação.

Segundo a associação, a queda aconteceu pelo fato de que a competição tanto dentro do segmento quando com produtos importados está acirrada e o repasse de aumentos ao consumidor não tem sido bem aceito pela clientela. “O consumidor está pesquisando mais e aproveitando melhor as promoções. Além disso, as marcas que se destacaram no ano passado foram as de roupas íntimas, onde o tíquete médio é menor”, esclareceu Ricardo Camargo, diretor executivo da ABF, em evento para divulgação do balanço de 2011.

A crise do vestuário, porém, parece não ter afetado a Hering. Em 2011, a rede cresceu 24,5% no que se refere ao número de lojas e 33,4% em faturamento. A estimativa para 2012 é manter o patamar de crescimento na casa dos dois dígitos e abrir 75 novas unidades. “A rede deve chegar a todo o Brasil ainda neste primeiro semestre, com a inauguração da franquia de Boa Vista (RR) – único estado onde ainda não há unidades. Com isso, a marca estará presente em todo o território brasileiro, com mais de 16 mil pontos de venda em varejos multimarcas”, afirma Batistela.

Para D’Amaral, os números da rede são positivos “porque a Hering é uma marca estabelecida”. Nas suas cinco unidades próprias – todas em São Paulo – o balanço de 2011 também foi positivo. “Fechei o ano passado com 15% de aumento no faturamento, porque apesar de ser franqueado da marca desde 2009 inaugurei duas unidades ano passado. Então, o faturamento é naturalmente menor”, diz ele.

As lojas de D’Amaral são todas de rua. A opção se deu porque na época em que ele consultou a rede já não havia mais espaço em shopping centers. “Se, por um lado, o aluguel é menor, o faturamento mensal também é. Porém, o retorno do investimento inicial acontece mais rápido”, pondera.

Outro ponto interessante, avalia o franqueado, é o fato de que ao se estabelecer na rua uma loja passa a ter caráter de conveniência. “Não é raro encontrar clientes que afirmam que preferem as lojas de bairro. Para muita gente é desgastante ir ao shopping, procurar vaga no estacionamento e, depois, achar a loja”, comenta.

D’Amaral diz ainda que a Hering é uma marca “democrática”, porque toda classe sociai acha que a roupa vendida na loja é feita sob medida para ela. “Tanto a classe C quanto a A sabem que podem encontrar peças de qualidade nas lojas”, diz.

Hering Store em Números
Setor: Vestuário
Resumo do negócio: Vestuário e acessórios
Número de unidades: 432
Unidades próprias: 48
Unidades franqueadas: 384
Faturamento mensal médio: Não informado
Taxa de franquia: R$ 45 mil
Taxa de royalties: 3% sobre compras
Taxa de propaganda: 1,5% sobre compras
Capital para instalação: a partir de R$ 370 mil (não inclui taxa de franquia)
Capital de giro: A partir de R$ 150 mil
Prazo de retorno estimado: 24 a 36 meses

Texto extraído de http://invertia.terra.com.br/empreendedor/noticias/0,,OI5708265-EI19589,00.html