08 dezMarca brasileira de picolés com sabor de frutas do cerrado irá exportar para os EUA

Escrito por Adriano Lira, da Revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios

frutos do brasil

Araça, brejaúba, buriti e gabiroba são apenas quatro dos 68 sabores diferentes de picolés que o Clóvis José de Almeida produz na Frutos do Brasil. Junto com os filhos Ismael, Cláudia e Wenceslau, o goiano administra a marca que, em 2014, alcançou 37 lojas distribuídas por oito estados brasileiros. Os planos para 2015 são ainda mais ambiciosos: levar os picolés de frutas tipicamente brasileiras para comercialização nos Estados Unidos.

Clóvis é mestre sorveteiro há mais de 20 anos. Na década de 1980, o empreendedor era dono de uma famosa sorveteria em São Luís de Montes Belos (GO). Mas, em 1990, o negócio não resistiu à alta inflacionária do Plano Collor e faliu. Sem dinheiro, a família foi buscar trabalho em Goiânia.

Segundo Ismael de Almeida, o filho mais velho, seu pai enfrentou muita dificuldade para encontrar um trabalho na capital. “Ele estudou pouquíssimo e não tinha um currículo versátil, pois sempre trabalhou com sorvetes”, diz.

Foi, então, que Clóvis virou representante de uma marca de sorvetes na capital goiana. “Meu tio nos ajudou comprando os ingredientes para os primeiros picolés, que meu pai produzia e vendia pela cidade em carrinho. Todos os dias ele caminhava, no mínimo, 20 quilômetros”, afirma.

A dedicação da família na produção dos picolés era tanta que, em 1996, eles transformaram a própria casa em uma sorveteria. Entretanto, a profissionalização da produção e do negócio veio dois anos depois, em 1998, quando o Sebrae ofereceu mentoria e ajuda na gestão da empresa.

Em 2006 a Frutos do Brasil atingiu o ápice, com a montagem da fábrica de sorvetes de massa e picolés. Desde então, de acordo com Ismael, a marca cresce 20% ao ano. Hoje, são 37 lojas, quase todas licenciadas. “Nosso plano de negócios mudou. Por isso, estamos transformando as lojas em franquias. A ideia é converter todos os nossos negócios até 2016”, afirma.

Na fábrica de Goiânia são produzidos, diariamente, mais de 1,6 mil litros de sorvete de massa e 15 mil picolés. De acordo com Ismael, o local tem capacidade para triplicar a produção sem mudanças estruturais. Atualmente, Clóvis é responsável pela captação das frutas no cerrado. Já os três filhos se dividem na expansão da marca em diferentes regiões do país.

Além da adesão completa das lojas ao franchising, a meta da Frutos do Brasil é exportar seus picolés aos EUA já no próximo ano. “O contrato de exportação já entrou em vigor desde novembro. Agora, estamos fechando com os clientes que vão revender os sorvetes por lá”, diz Ismael.

Texto extraído de: http://revistapegn.globo.com/Dia-a-dia/noticia/2014/12/com-sorvetes-de-frutas-do-cerrado-marca-brasileira-vai-exportar-para-os-eua.html