Universo Varejo | Marcas do varejo sofrem com os chamados showroomers

29 outMarcas do varejo sofrem com os chamados showroomers

Escrito por Guilherme Dearo, da Exame.com

showrooming

Os consumidores estão cada vez mais “infiéis” na hora de comprar.

Essa é uma das conclusões do novo estudo da CVA Solutions, que pesquisou a força da marca e o valor percebido na percepção dos consumidores.

A pesquisa foi feita com 7.705 pessoas em agosto desse ano em todas as regiões do Brasil. 63 lojas do varejo foram citadas no total.

Segundo a pesquisa, por mais que eles visitem as lojas físicas de eletrônicos e eletrodomésticos, dificilmente eles são “fisgados”. No fim, compram pela internet depois de pesquisar o menor preço.

O fenômeno é chamado de “showrooming” e já foi utilizado por 76% dos consumidores. Ou seja, o consumidor visita uma loja física, conhece o produto, mas antes de comprar pesquisa preços na internet.

Esse comportamento influencia na percepção das marcas pelos compradores.

A líder da Força de Marca é a Lojas Americanas, seguida das Casas Bahia. Nesse quesito, se beneficiam as empresas maiores, com mais presença no Brasil.

Em Valor Percebido a liderança é da Lojas Cem, seguida por Big e Pernambucanas. Aqui as empresas menores entram com mais força na competição, já que podem ser mais regionais, mas apresentam boa relação custo-benefício.

Desafios

Para Sandro Cimatti, sócio-diretor da CVA Solutions, o varejo precisa investir em tratamento diferenciado para evitar a infidelidade dos clientes. Ele conta uma história para inspirar as marcas brasileiras:

“Recentemente, visitei a loja da Apple em Nova York e lá fui atendido por somente uma pessoa, da abordagem inicial ao pagamento final. O mesmo vendedor me explicou sobre os produtos, me convenceu a comprar, foi até o estoque pegar o produto, passou o cartão de crédito no caixa e ainda me entregou a sacola”, conta.

“Isso fisga o consumidor. Há uma atenção especial. Quando há várias pessoas nesse processo – uma pra abordar, outra pra buscar a caixa, outra para fazer o pagamento etc – o cliente pode fugir. Usa do velho ‘vou dar uma olhada em outros lugares e qualquer coisa eu volto’. Mas ele não volta”, explica Cimatti.

Já para o fenômeno crescente e inevitável das compras online, Cimatti sugere o básico: que as lojas melhorem os seus sites, deixando-os mais claros e com os dados técnicos dos produtos bem escritos, para facilitar a pesquisa e a comparação.

Força da marca

Na pesquisa, essas foram as marcas mais bem avaliadas, onde podiam ser citadas como “as melhores” e tinham índices de atração e rejeição por parte dos compradores.

A conta é a atração menos a rejeição perante clientes e não clientes. Essas são as 10 mais fortes:

1 Lojas Americanas
2 Casas Bahia
3 Magazine Luiza
4 Fast Shop
5 Extra
6 Walmart
7 Ponto Frio
8 Carrefour
9 Bemol
10 Fnac

Valor Percebido

O Valor Percebido é o custo-benefício percebido no mercado. Os 10 mais bem cotados:

1 Lojas Cem
2 Big
3 Pernambucanas
4 Bemol
5 Colombo
6 Casas Bahia
7 Ricardo Eletro
8 Eletro Shopping
9 Fast Shop
10 Magazine Luiza

Os preferidos online

A pesquisa levantou que 65% das pessoas já compraram eletrônicos ou eletrodomésticos pela internet.

Esses são os sites mais populares:

1 Lojas Americanas
2 Submarino
3 Walmart
4 Extra
5 Casas Bahia
6 Shoptime
7 Magazine Luiza
8 Ponto Frio
9 Ricardo Eletro
10 Compra Fácil

Texto extraído de: http://exame.abril.com.br/marketing/noticias/marcas-do-varejo-sofrem-com-clientes-cada-vez-mais-infieis