11 agoMetade dos grandes e-commerces não possuem aplicativo

Escrito por Raisa Covre, do Portal NO Varejo

O consumidor está conectado, mas será que o varejo brasileiro está preparado para atendê-lo?

O consumidor está conectado, mas será que o varejo brasileiro está preparado para atendê-lo?

“As pessoas não mudaram, mas a maneira como elas se comportam nas diversas situações sim”, acredita Claudia Sciama, diretora de negócios para o varejo do Google. O consumidor está conectado, o varejo está preparado para se conectar a ele?

Conforme recorda a executiva, a vida do planejador de marketing já foi mais fácil. Antes, era preciso projetar como uma mensagem poderia ter impacto pela televisão. Hoje, temos mais telas. “É o mesmo, mas de maneira diferente”, reitera.

Para Sciama, é fundamental que o varejista entenda que o público não deixará seus costumes de lado. Não deixará de buscar informações, tirar um tempo de folga, trabalhar. Mas esse cotidiano está com desdobramentos diferentes. 2,4 bilhões de pessoas, no mundo, estão conectadas. No Brasil, cerca de 102 milhões, sendo um número que está sempre em expansão.

Nesse quadro, 30 milhões dos brasileiros são multitela (TV, celular e desktop) e 63 milhões são dual tela (TV e celular). Nesta fatia, cerca de 27% compram online. Basicamente: o mobile está ganhando cada vez mais espaço.

O tempo semanal que os dispositivos móveis ocupam na vida dos indivíduos já soma 24 horas – 11h via celular, 13h via tablet. Computador e televisão contabilizam 26h e 19h, respectivamente.

“Como o varejo pode ser eficiente em tantas telas?”, questiona a executiva, que lembra as dúvidas que muitos empresários têm quanto à viabilidade das vendas no mobile. “É importante lembrar que o aparelho móvel é um meio para que a venda aconteça”. Mesmo que o comércio não seja finalizado pelo aplicativo, por exemplo, a plataforma funciona como consultor e leva à concretização do ato.

E essa insegurança tem consequências palpáveis, apesar das oportunidades: 30% dos 30 maiores e-commerces brasileiros não possui sites móveis e 50% não desenvolveu um aplicativo exclusivo. “O app é um ativo gigante. Se o consumidor baixa seu app, com certeza é mais fiel, tem amor pela marca”, Sciama chama a atenção.

Alguns cases americanos de sucesso podem servir de inspiração: o app da Home Depot oferece estoque da loja em tempo real, preço e localização do produto na gôndola; a Nordstrom combina sua disponibilidade online e offline para aumentar a cobertura do surtimento. No Brasil, a Netshoes inovou com o app Click, que procura o artigo a partir de uma foto.

Assim, a palestrante questionou aos empresários: o varejo está pronto para essa realidade? Entendem o poder do site móvel para o negócio? Se a conectividade do consumidor é alta, o movimento de adequação da marca deve ser constante.

Texto extraído de: http://www.portalnovarejo.com.br/index.php/component/k2/item/8893-o-consumidor-e-suas-telas-como-alcanca-los