07 janNRF 2014 irá mostrar novas tecnologias para o varejo

Texto original escrito por Paula Rosenblum, da Forbes

NRF

Em todo mês de janeiro, nos últimos 103 anos, varejistas de todo o mundo participam da National Retail Federation (NRF) “Big Show”, em Nova Iorque. A edição deste ano será entre os dias 12 e 15 de janeiro, no Jacob Javits Convention Center (mesmo local dos últimos 20 anos).

O Big Show passou por muitas mudanças ao longo dos anos, e hoje é considerado um evento essencial para varejistas e parceiros ao redor do mundo. Em um mar de stands, apresentações e lojas do futuro, os participantes tentam separar o trigo do joio na tecnologia, e determinar o que vai ser utilizado e o que não vai.

Confiram abaixo quais são as previsões para destaques tecnológicos de acordo com Paula Rosenblum:

1 – Tecnologia para melhorar a experiência de compra dentro das lojas: o mercado imobiliário é a maior despesa dos varejistas, mas as vendas e o tráfego nas lojas foram diminuindo à medida que os consumidores estão caminhando para o online. É verdade que 90% das vendas ainda são efetuadas nas lojas físicas, mas muitos consumidores se perguntam “Por que eu devo gastar meu tempo indo à loja física, quando posso comprar o que quiser online?”. Os varejistas estão à procura constante de formas de criar uma experiência in-store mais agradável, sem prejuízos. Não é permitido fechar as lojas por causa disto, pois elas precisam continuar.

A tecnologia pode auxiliar? Certamente pode ajudar os funcionários, que muitas vezes sabem menos sobre um produto que estão tentando vender do que o cliente necessita para poder comprar. A tecnologia pode ajudar os gerentes a resolverem problemas de forma rápida e eficiente. Pode, também, ajudar os consumidores a se auto-servirem, caso prefiram. Pode acelerar o checkout. Então, esperamos ver muitas tecnologias que melhorem a experiência de compra, como tecnologias de montagem para quiosques, caixas registradoras móveis, e muito mais.

2 – Cross-chanel Order Fullfilment: Vivemos num mundo de gratificação instantânea. Se um varejista está oferecendo algo à venda, o cliente realmente espera que ele tenha o produto disponível. Ele não se importa se o produto desejado está em outra loja, ou se está num armazém do outro lado do país. Ao oferecer um produto, o varejista faz uma promessa – que o item em questão está disponível para venda. Nos velhos tempos, os funcionários das lojas ligariam para as outras unidades a fim de conferir se determinado produto estava disponível em estoque. Isto funciona, mas não é eficiente. Os varejistas irão comprar tecnologias que trarão benefícios a estas promessas implícitas, sem gastar o valioso tempo dos funcionários e seu dinheiro. A palavra-chave da indústria para o conceito é “omnichannel fullfilment“, mas sabemos que os consumidores não se importam com estes termos.

3 – Promoção e Otimização de Preço: Todos sabem que os varejistas se tornaram mais e mais promocionais, especialmente durante a temporada de férias. A expansão da loucura da Black Friday alterou a dinâmica do poder. O consumidor é quem define os caminhos a serem tomados. E os varejistas, por sua vez, estarão de olho na tecnologia para ajudá-los a encontrar os preços mais eficazes.

4 – Big Data e Análise Preditiva: Este é um tema muito amplo, e parece que todos estão falando disso. “Big data” se tornou uma frase “pega-tudo”, mas no varejo parece estar sendo estabelecida para referir-se a informações disponíveis sobre os consumidores e clientes no geral. Coisas como os caminhos percorridos até a compra, as opiniões sobre os produtos, relatórios de mídias sociais… a informação não estava disponível antes da internet, smartphones e mídia social. Análises preditivas são feitas para ajudar os varejistas a fazerem compras mais precisas e a venderem de forma mais eficaz.

Texto original: Forbes.