03 agoO caminho para a produtividade

Por Daniel Zanco, sócio-diretor da Universo Varejo

productivity

O momento da economia brasileira é desafiador para todos os empresários, e talvez ainda mais para os varejistas.

Muitas pressões estão reduzindo as já pequenas margens que as operações conseguiam gerar, dentre as quais podemos destacar:

• Shopping – o custo de ocupação para muitas operações gira em torno de 20% do faturamento. Os custos de condomínio subiram muito além da inflação em muitos empreendimentos e colaboraram para tornar essa a maior linha de custo para muitos negócios (ficando atrás apenas do custo de produto);

• Tributos – a elevada carga tributária que não dá sinais de queda (mesmo com as mudanças no Simples) faz com que muitos empresários tenham seus negócios inviabilizados a partir de um determinado patamar de faturamento, devido ao desenquadramento de um modelo tributário menos punitivo;

• Pessoas – muitas vezes pouco preparadas ou mal selecionadas, apresentam produtividade muito baixa. Com isso, os custos são impulsionados pela impossibilidade de jornadas mais flexíveis como a demanda dos negócios de varejo;

• Concorrência – que não para de aumentar, seja pela entrada de novos players internacionais no mercado, bem como o surgimento de novos canais de comunicação e venda, empreendimentos e marcas.

A informalidade do passado permitiu o surgimento de operações muito ineficientes e com baixo nível de profissionalismo, fazendo com que muitos empresários não precisassem desenvolver modernas práticas de gestão, apoiados num modelo artificial de resultados. Mas isso acabou!

Nesse novo e concorrido cenário, PRODUTIVIDADE e EFICIÊNCIA tornam-se fatores não só de diferenciação, mas também de sobrevivência para muitos modelos de negócio. A produtividade pode estar associada ao melhor aproveitamento do capital, dos recursos humanos e do espaço de loja.

A seguir listamos algumas, dentre as inúmeras, práticas que podem tornar o seu negócio mais eficiente, produtivo e rentável:

Gestão de Visual Merchandising – todo metro quadrado de uma loja tem um custo, de modo que as decisões do que expor, onde expor e como expor podem aumentar muito o aproveitamento do espaço. Setorização, destaque em produtos de melhor margem, sinalização informativa, sinalização promocional, cross merchandising e outras práticas podem deixar sua loja mais produtiva;

Gestão de Mix e Compras – o capital no Brasil custa muito caro e os investimentos em estoque não podem ser feitos de maneira emocional. Técnicas como OTB (Open to Buy), metas de margem, análise de giro e remarcação preventiva farão com que a relação entre o dinheiro investido em estoque e a venda gerada seja muito melhor;

Gestão de Pessoas – no varejo, as pessoas tem enorme poder de gerar diferenciação positiva ou negativa para uma empresa. Empresas que desenvolvem em seus colaboradores o senso de pertencimento, que preparam suas lideranças para inspirarem e trabalham de forma clara as metas, avaliações de performance e feedbacks conseguem produzir muito mais, mesmo que com menos pessoas;

Tecnologia – ferramentas como painéis de indicadores de performance, sistemas de checklist, algoritmos de planejamento de compra, plataformas de e-learning, portais de comunicação, sistemas de planejamento e tantos outros são recursos hoje facilmente disponíveis para que varejistas executem modernas práticas de gestão e possam diagnosticar oportunidades de melhoria em seus processos, tornando-se mais produtivos.

Sem dúvida, a crise econômica dividirá as empresas profissionais das amadoras, as produtivas das ineficientes e as que sairão mais fortes, das que fecharão. Cabe a você escolher em qual lado quer estar.

Pense nisso e boas vendas!