Universo Varejo | O que os funcionários jovens realmente querem?

09 fevO que os funcionários jovens realmente querem?

Análise baseada no artigo de Laura Vanderkam, da CBS News

 

Todos querem um bom salário, mas não é só isso. Hoje em dia os funcionários querem muito mais. Mas o que especificamente?

De acordo com a pesquisa realizada pela Office Team, uma companhia de RH, os funcionários com idade entre 35 e 44 anos preferem estabilidade e qualidade de vida. Já os mais jovens, com idade entre 18 e 34 anos, dão preferência a oportunidades que lhes acrescentem conhecimento e lhes façam crescer profissionalmente. Além disso, a geração Y tem se engajado muito mais em empresas que apresentem comprometimento com causas socio-ambientais.
Robert Hosking, diretor executivo da Office Team, nos auxilia sobre como lidar com os anseios dos novos colaboradores em três etapas:

1 – Dizer “Sim” mais vezes

Nesta etapa, é importante para a empresa fazer com que o funcionário perceba que terá oportunidades dentro e fora do seu ambiente de trabalho como, por exemplo, através da participação em cursos e conferências. Isto faz com que ele se sinta pertencente a todo o ambiente que envolve a corporação, e não somente como um simples funcionário que é contratado para executar determinadas atividades.

2 – Investir em associações profissionais

Aqui, suas intenções precisam ser claras e deve-se mostrar para o funcionário que há uma grande preocupação com seu desenvolvimento pessoal e profissional. Organizar eventos dentro da empresa, que possibilitem ao funcionário estar em contato com outras pessoas que possam lhe acrescentar conhecimento, é fator fundamental para que ele veja o quanto a empresa se preocupa com sua ascensão.

3 – Criar programas de orientação

Antes de tudo é preciso saber o que o funcionário está buscando dentro da sua empresa, para que seja possível selecionar um orientador para ele. Como o foco dos jovens colaboradores está presente muito mais no acúmulo de experiência e conhecimento, é importante que ele seja orientado por pessoas altamente capacitadas e que superem suas expectativas.

O acesso às informações e ao conhecimento ficou muito mais fácil. O orientador precisará estar à frente de toda informação divulgada na web. Mas, por quê? É muito simples: por que um funcionário dedicaria seu tempo a aprender algo que o orientador quer lhe ensinar, se ele encontrará o mesmo conteúdo disponível online? Cabe à empresa selecionar pessoas que tenham alto grau de conhecimento e experiências pertinentes para serem compartilhadas.

E, como parte muito importante desta orientação, o “feedback” precisa se fazer presente em todo o processo de aprendizado. Todo funcionário deseja saber qual a posição da empresa quanto ao seu desempenho, se o seu papel é desenvolvido corretamente ou precisa de reparos. O ideal é que se estabeleça períodos para que “feedbacks” sejam dados, como a cada dois meses, ou a cada semestre.

É claro que existem muitas outras etapas que podem ser desenvolvidas pensando-se na nova geração de empregados e empregadores, mas cabe à organização definir quais etapas são adequadas ao seu setor e quais não são. Mas uma coisa é certa: nos próximos anos, os jovens colaboradores serão responsáveis por determinar diversos novos processos dentro das empresas, deixando para trás modelos tradicionais de relacionamento e desenvolvimento.

Artigo original presente em: http://www.cbsnews.com/8301-505125_162-57372451/what-your-young-employees-really-want/