08 dezO verdadeiro papel da tecnologia para o varejo

Por Redação

A grande maioria dos varejistas formais brasileiros faz uso de algum software para informatizar o seu negócio.  Em muitos casos, essa é uma obrigação para atender à legislação tributária local – e aí nasce uma importante distorção do nosso mercado.

Como temos um modelo tributário extremamente complexo e inconstante, os software de varejo são vistos (e usados) prioritariamente como ferramentas de atendimento das exigências fiscais. Esta é uma abordagem essencial, mas extremamente limitada quando avaliamos a fundo as carências de nossos varejistas em termos de gestão, além de somar-se a isto o desafio fiscal, a falta de profissionalismo e baixa produtividade, que no passado ficavam escondidas sob o cortina da informalidade. Os tempos são outros e demandam nova abordagem para garantir a sobrevivência.

Para Daniel Zanco – sócio e co-fundador da Universo Varejo, empresa especializada em consultoria e software para gestão de redes – os desafios da legislação brasileira fazem com que os fornecedores de sistemas fiscais de loja precisem dedicar muita energia para atender ao emaranhado tributário, não conseguindo dedicar-se ao apoio à gestão do negócio e melhoria de performance dos varejistas. Segundo Zanco, o fato da Universo Varejo não oferecer soluções de automação fiscal possibilitou um maior foco na oferta de software que aumentem a eficiência do varejo, muitas vezes usando os dados originados nas soluções de PDV e ERP.

Empresas como a Universo Varejo oferecem soluções para planejamento de suprimento, acompanhamento de indicadores, auditoria de ponto de venda, treinamento a distância, comunicação de rede, relacionamento com consumidores e automação de marketing. Num mercado cada vez mais competitivo, pressionado por altos custo de ocupação e crescente concorrência, a eficiência na gestão passa a ser condição mandatória para sobrevivência e crescimento.

Segundo Zanco, o varejo e franchising brasileiros passam por um forte momento de profissionalização, onde a maior competitividade tem pressionado os empresários a usar tecnologia para melhor gerir o ciclo de vida de produtos,  melhorar margens com redução de remarcações, capacitar melhor as equipes e auditar a distância os processos de loja. “Não há mais espaço para amadorismo, para a gestão feita no olho, sem dados e sem processos controlados” comenta.

Em mercados mais maduros como o mercado norte-americano, varejistas já usufruem de um amplo ecossistema de software especializados de apoio à gestão, fazendo com que as obrigações fiscais – muito mais simples por lá – recebam foco muito menor, ficando a gestão em primeiro plano. Resta agora aos nossos varejistas compreenderem a nova fase do jogo e perceberem que é preciso muito mais do que um emissor de notas fiscais para crescer e competir.