14 maioPerspectivas e tendências do varejo

Escrito por Flávia Corbó, do Portal No Varejo

“Sem crédito o varejo não anda, mas se for malfeito, o setor fica estagnado”. Isso é o que pensa Eduardo Terra, vice-presidente do Ibevar

“Sem o crédito o varejo não anda, mas ao mesmo tempo, quando o crédito é malfeito, o varejo fica estagnado”, com essa afirmação Eduardo Terra, vice-presidente do Ibevar (Instituto Brasileiro dos Executivos de Varejo) e diretor geral da UBS –  Escola de Negócios, iniciou a palestra “O impacto do crédito para o futuro do varejo no Brasil”, no segundo dia (09/05) do evento CCMCC (Congresso Consumidor Moderno de Crédito, Cobrança e Meios de Pagamento).

Para introduzir o tema, Eduardo mostrou o panorama econômico do ano de 1994, que, segundo ele, representa um marco fundamental. “O varejo no Brasil tem apenas 18 anos de idade, o que se praticava antes disso não era varejo”, afirma.

A frase polêmica é justificada com alguns fatos da época, como alta inflação, baixa oferta de crédito, pouca internacionalização do mercado e salário mínimo equivalente a US$ 80. “Não tinha opções de escolha para o consumidor. O mercado de varejo era de pequenas empresas, marcadas pelo amadorismo”, ressalta o executivo.

Já com a criação do Plano Real, o cenário mudou drasticamente, permitindo a instalação de um varejo formal. “A estabilidade econômica permitiu o aumento da oferta de crédito, a chegada de empresas estrangeiras, o aumento do salário mínimo, a diminuição da informalidade e a queda da inflação”, conta.

Isso permitiu que chegássemos à atual situação do varejo, marcado pela venda multicanal, com forte crescimento do comércio eletrônico, as fusões entre grandes empresas e o chamado ‘channel blurring’, que extingue a divisão por ramo de atividade. “Hoje em dia, um hipermercado vende gasolina, eletroeletrônicos e móveis. Antes, se tinha tempo para compras segmentadas, hoje queremos encontrar tudo em um lugar só”, define Terra.

Após analisar passado e presente, o executivo traça um panorama com as tendências e perspectivas para o crédito no varejo: “menores taxas e menores spreads, maior volume de crédito, melhora das garantias e cobrança, maior presença da tecnologia e internacionalização do varejo com modelos de diferentes de crédito”, diz Terra.

Texto extraído de http://www.portalnovarejo.com.br/destaque/destaques/varejo-perspectivas-e-tendencias