10 maioPesquisa revela quais são as melhores empresas do varejo de moda

Por Giulianna Iodice, da Forbes

O portal BoF – The Business of Fashion acaba de publicar a nova edição da pesquisa que revela as melhores empresas do setor da moda para trabalhar. O levantamento levou em consideração 29 critérios e feedbacks qualitativos, que foram aplicados a mais de 2.600 funcionários de 190 empresas. As respostas dos participantes foram classificadas em três categorias, com pesos iguais: recompensas e benefícios, liderança e oportunidades de desenvolvimento e cultura e ambiente de trabalho.

A partir da pesquisa, descobriu-se, por exemplo, que atualmente os funcionários esperam muito mais do que salário e plano de saúde – benefícios, como descontos em produtos, foram apontados. Isso não significa, no entanto, que o salário não importa: 58% das pessoas revelaram estar satisfeitas com a remuneração.

A liderança e a possibilidade de desenvolvimento foram indicadas por 30% dos participantes como fatores muito importantes para seguir carreira na empresa. A cultura de uma companhia também pesa muito no desempenho e na permanência do funcionário, que almeja cada vez mais identificação com a marca para a qual trabalha e sua história.

Conheça na galeria de fotos as 16 empresas incluídas na lista da BoF em 2017, por ordem alfabética:

Adidas

A empresa alemã valoriza muito o desenvolvimento das habilidades de seus funcionários. Atualmente são mais de 60.000 deles, que passam por um treinamento intenso e são constantemente incentivados por seus chefes, de forma a evoluírem e se integrarem à companhia.

Berluti

A marca francesa de 130 anos sempre teve a criatividade como uma de suas principais características. Atualmente, o escritório oferece apoio ao bem-estar dos funcionários por meio de aulas de yoga, ginástica e sucos naturais. No total, a empresa tem 148 funcionários em sua base, localizada em Paris.

Calvin Klein

A grife, natural de Nova York, oferece apoio financeiro e de planejamento para os funcionários, pensando em aspectos futuros de suas vidas como aposentadoria e estabilidade financeira.

Cotton On Group

O grupo – que emprega mais de 22.000 pessoas ao redor do mundo – também acredita muito em iniciativas para o bem-estar de seus funcionários. Horário de trabalho flexível, ginástica e cuidados com a saúde são algumas delas

Farfetch

Para o portal de comércio eletrônico, o feedback frequente de seus funcionários estabelece as medidas que serão adotadas. A cultura da empresa passa pelas intensas campanhas de marketing, fato que estimula os funcionários a serem inovadores e revolucionários.

Galeries Lafayette

O grupo vendeu, apenas na flagship de Paris, US$ 2,1 bilhões no último ano. Além desta unidade, são 50 lojas espalhadas pela França, além de pontos em Berlim, Pequim, Jacarta, Dubai e Casablanca e, futuramente, Doha, Milão e Istambul. Para motivar seus funcionários, a companhia procura atrelar o esforço individual de cada um no crescimentos dos negócios por meio de desafios e desenvolvimento de potencial. O sistema de pagamento também é diferenciado: baseia-se no desempenho de cada um, individualmente, e no coletivo, com altos bônus.

GAP Inc.

A empresa criada em 1969 tem um departamento de recursos humanos diferenciado, que procura passar a mensagem de que os funcionários são os principais responsáveis pela boa posição da marca no mercado. Em 2014, a companhia lançou um programa de salários baseado em evidências de performance. Desde então, as recompensas são decididas por meio de métricas. Também são realizadas reuniões mensais entre os funcionários e chefes para discutir sobre sucesso e fracasso. Os salários são altos, mas o trabalho é duro.

Gucci

O novo CEO da grife, Marco Bizzarri, trouxe muitas mudanças na cultura e na forma de liderança da empresa, que refletiram diretamente no crescimento: 21% a mais de receita em 2016. Seu principal princípio é: “O ‘não’ não é uma opção”. “Normalmente a reação humana a algo novo é de que ele não é possível. Para quebrar as barreiras de uma marca grande como a Gucci, é necessário estar aberto a todas as propostas em todos os estágios de criação”, diz.

H&M

(Foto: Ashley Cooper/Corbis)

São mais de 4.600 lojas de departamento espalhadas pelo mundo que empregam, no total, cerca de 160.000 funcionários. A estrutura do trabalho é classificada como democrática, partindo do pressuposto de que todos são iguais e trabalham em função do mesmo objetivo – um verdadeiro time. Um outro fator apontado é a forte presença de incentivos para o crescimento profissional.

Levi Strauss & Co.

Os salários são o foco da companhia, fundada em 1853, em São Francisco. O pacote de remuneração é pensado para estimular a produtividade e é compatível com a cidade onde os funcionários vivem, de maneira que eles possam focar no trabalho e não perder tempo administrando problemas em suas contas bancárias.

Loewe

A grife espanhola de artigos de couro, de propriedade do grupo LVMH, foi classificada por seu ótimo ambiente de trabalho. Além do desenvolvimento profissional, os funcionários recebem estímulos também por meio de iniciativas culturais. Os times passam por treinamentos diferenciados que incluem estudos históricos e visita a museus e fábricas – tudo para aumentar o conhecimento sobre marca.

Nordstrom

A loja norte-americana de departamento se empenha na promoção da diversidade e da inclusão, pois acredita nela para aumentar a riqueza e a comunicação com as diferentes comunidades com as quais lida. Os programas de estágio – que são bem aprofundados e diversificados – também foram elogiados na avaliação.

Tommy Hilfiger

A empresa tem um time de 17.00 funcionários que são, frequentemente, engajados com a marca por meio de treinamentos, festas e eventos. Eles também entenderam que um ambiente profissional agradável é capaz de aumentar a produtividade. Os trabalhadores relataram trabalhar muito, mas com liberdade e autonomia, e ressaltaram o convívio com pessoas solícitas e amigáveis.

Warby Parker

A marca focada em óculos de sol criada em 2010 – e que hoje já compete com Luxottica e Safilo – oferece produtos de design a preços mais acessíveis. A autonomia de cada funcionário foi apontada como um dos pontos positivos da empresa, assim como a liberdade para criar e a atenção dos chefes, que oferecem constantes feedbacks.

Zalando

Para contratar seus funcionários, a alemã Zalando foca nos potenciais que eles demonstram e não em sua experiência. A empresa foi apontada como uma forte desenvolvedora de carreiras, com perfil flexível e rápidas mudanças de função, o que obriga os funcionários a terem que se adaptar a novos desafios e aprender.

Zara

A gigante espanhola tem um ritmo de trabalho super acelerado – as lojas recebem lançamentos duas vezes por semana. Por isso, a empresa entende que seus funcionários precisam simplificar suas vidas pessoais, o que é feito por meio de bons salários e benefícios.

Texto extraído de: http://www.forbes.com.br/negocios/2017/04/pesquisa-revela-as-melhores-empresas-do-mundo-da-moda/#foto1

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