25 outRede argentina de sorveteria planeja abrir 19 franquias no Brasil

Escrito por Rodrigo Uchoa, da Valor Econômico

Depois de anos de experiência em varejo, no Grupo Pão de Açúcar, Eduardo Gasperini acaba de assumir a direção da expansão da sorveteria argentina Freddo no Brasil. A rede tem até então uma atuação relativamente tímida por aqui. Apenas 9 das 130 lojas estão no Brasil – em São Paulo, Barueri (Alphaville), Campinas e Brasília. Foram aberturas esporádicas, conta o CEO Sergio Gratton, baseadas no interesse dos franqueados pela operação.

Agora, ele conta que o Brasil é o foco da expansão da Freddo, o que exigiu da empresa a contratação de alguém para acompanhar e dirigir as futuras aberturas de perto, e não remotamente como havia sendo feito. “Quando fui contratado, em maio deste ano, minha missão era colocar o pé no acelerador”, conta Gasperini. Com consultoria da Franchise Store, foi elaborado um projeto que contempla a abertura de lojas primeiramente apenas na região Sudeste. Serão 19 novas lojas até 2013, começando por Rio de Janeiro, Vitória, Porto Alegre e São Bernardo do Campo.

“Escolhemos essa região por uma questão de logística. Estaremos onde, por enquanto, é mais fácil para conseguir o transporte adequado para os produtos. Hoje o que nos impede de entrar no Nordeste é não ter transporte que consiga manter a temperatura adequada para os sorvetes”, diz Gasperini. Os gelados da Freddo vem das fábricas que a empresa mantém na Argentina e no Uruguai. Hoje, conta Gratton, 15% do total de produção da Freddo vem para o Brasil – potencial que já justifica a instalação de uma futura fábrica no país, pondera Gratton. “Estamos planejando a fabricação no Brasil para 2013, principalmente para reduzir os custos e tropicalizar os sabores”, diz Gasperini.

Sobre a crescente concorrência no mercado de sorvetes, com novas marcas nacionais abrindo as portas nos últimos meses, o executivo acredita que a Freddo pode fazer frente a elas destacando seus carros-chefes, os cones de doce de leite e chocolate. “Compramos o cacau e fazemos o chocolate na fábrica, sem gordura hidrogenada, o que dá um gosto especial ao produto.”

Gelado expandido I

As futuras Freddo terão mesas e cadeiras, parte do processo de tornar os espaços pontos de encontro. “O aumento no número de pessoas comendo fora de casa é uma oportunidade. Ainda há muito para crescer, o consumo per capta de sorvete no Brasil é menos da metade da Argentina”, diz Gasperini. Filomena Garcia, sócia da Franchise Store, diz que o posicionamento da marca e a intenção de produzir no Brasil tornaram o modelo de negócio mais atrativo para os investidores. Ela conta que os próximos dois anos serão o principal período de expansão da Freddo, o que a torna interessante para franqueados que desejam crescer com a marca e usar a franquia como um investimento. O aporte inicial para uma franquia da Freddo varia de R$ 300 mil a R$ 350 mil.

Texto extraído de http://www.valor.com.br/cultura/blue-chip/2874590/gelado-expandido