15 abrRede de sorveterias aposta em diferentes formatos para crescer

Escrito por Adriano Lira, da Revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios

Lançada no fim de 2012, a sorveteria Cuordicrema acaba de entrar no mercado de franquias. O modelo de expansão da rede é baseado na oferta de cinco formatos de unidade e um sorvete cuja produção, segundo a empresa, é igual à feita na Itália em décadas passadas.

A Cuordicrema foi criada pelo italiano Fábio Lampugnani e pela brasileira Renata Florim. Os dois se conheceram nos Estados Unidos. Renata atuava como nutricionista. Lampugnani tinha uma rede de cafeterias no Oriente Médio e estava interessado em abrir uma operação na América do Norte. No entanto, ele foi convencido de que o Brasil era um bom mercado para empreender. Depois de um estudo de mercado, os dois investiram em uma sorveteria, em São Paulo, em dezembro de 2012.

De acordo com o italiano, a Cuordicrema foi criada com o objetivo de ser uma franquia. No entanto, tal plano não foi posto imediatamente em prática. Primeiro, a sorveteria abriu seis unidades próprias. Com o negócio mais bem estruturado, os empreendedores resolveram franquear.

A sorveteria entra nessa nova fase com cinco modelos de negócio diferentes: os fixos são uma loja grande de rua, loja de shopping e quiosque. Já os móveis são unidades em kombis e carrinhos.

Segundo Lampugnani, a Cuordicrema não utiliza creme de leite e emulsionantes em nenhum dos sorvetes produzidos, o que faz com que os produtos não tenham gordura. Outro padrão da rede é usar frutas com a maturação que propicie a maior extração de frutose possível, o que diminui a adição de outros açúcares mais nocivos ao corpo. O italiano afirma ainda que a Cuordicrema usa máquinas de sorvete e refrigeradores que são uma referência mundial no setor.

A Cuordicrema tem mais de 100 sabores diferentes de sorvete. Mas, por questões de sazonalidade, nem todos ficam sempre à disposição dos clientes. O preço varia de R$ 11 (copo com duas bolas) e R$ 15 (casquinha com quantidade extra de sorvete recheado com chocolate belga quente). As unidades vendem ainda cafés, milk shakes e smoothies. No inverno, a Cuordicrema venderá chás e doces.

Dentre os modelos, o mais barato é o carrinho, que custa R$ 170 mil. A loja de rua, por sua vez, custa R$ 610 mil. Segundo Lampugnani, a meta da rede é chegar a 13 unidades, dos mais variados formatos, até o fim do ano.

Texto extraído de: http://revistapegn.globo.com/Franquias/noticia/2015/04/sorveteria-aposta-em-diferentes-formatos-de-unidade-para-crescer.html