12 dezSapatos com classe para a Classe C

Escrito por Ticiana Werneck, da CM No Varejo

Todas as sete lojas próprias – de rua e de shopping – da rede ShoeShop ficam em bairros populares de São Paulo como Campo Limpo e Mauá. Seu ambiente diferenciado – paredes pretas, decoração cenográfica, iluminação focada e aromatização -, com cara de butique chama a atenção. E a proposta é exatamente essa: ser um contraponto nesses lugares, porém, com preços acessíveis. “Oferecemos um atendimento e produto de primeira, mas com preços acessíveis para classe C”, comenta o sócio da rede Luiz Francisco Salles, jovem empreendedor com experiência pessoal de 15 anos no varejo de calçados femininos, advindo de uma família tradicional nesse ramo.

Salles enxergou uma brecha no mercado. “Muitos players não atendem o público da Classe C, simplesmente por questões relacionadas a posicionamento e estratégias. Por outro lado, os que optam em vender para esse perfil de consumidor não oferecem uma boa experiência de compra”, avalia.

A rede acaba de anunciar a entrada no setor de franquia. O foco é a expansão na cidade de São Paulo e cidades próximas à capital. “Queremos dar uma atenção especial para os primeiros franqueados, por isso não queremos ir para lugares distantes”, diz Salles, que complementa: “A expansão por franquias nos dará visibilidade de uma forma mais rápida”. A primeira franquia será inaugurada até março, em Rio Claro. Até o final de 2012 mais nove lojas franqueadas – já em negociação – devem ser abertas.

Seu modelo de e-commerce também é diferenciado. Nele, os franqueados ganham comissão pelos produtos comprados no site. “Quando o cliente procura por um produto de uma cor ou tamanho que a loja não possui, o franqueado pode fazer a compra on-line ao lado do cliente e receber comissão por isso”, informa. Mesmo sem nenhum trabalho de marca fora de São Paulo, o site da ShoeShop vende 50% de seu volume para fora do estado.

Outro diferencial da rede é a embalagem sustentável para sapatos. A mesma caixa que vem do estoque é a que a consumidora vai usar como sacola ao levar o produto para casa, basta para isso passar uma fita de cetim e fazer um laço, deixando a alça no tamanho que desejar.


A ideia surgiu quando Salles formatava a rede para virar franquia. Antes disso, com as unidades próprias, todas as caixas eram recolhidas das lojas e recicladas para então entregar à cliente uma sacola reutilizável, feita de TNT. Salles percebeu que essa estratégia não iria funcionar com os franqueados. “Com o crescimento da rede seria inviável continuar com essa prática”, diz o sócio.

Foi assim que a rede começou a buscar uma alternativa para a embalagem dos sapatos. “Em uma visita a um fornecedor de papel vi umas caixas de cesta básica e tive a ideia de unir a caixa de sapato que vinha do fornecedor com a sacola, parecida com a estrutura da cesta básica”.

A caixa, feita de Kraft, é 100% reciclável por não ser envolvida em filme plástico. “Ainda conseguimos brincar com a cliente e entregar a sacola do jeito que ela preferir, pode ser uma bolsa de mão, de tiracolo, ou transversal”, diz o empresário.

Além de ser uma alternativa sustentável, a iniciativa gera uma economia aos franqueados de cerca de R$ 10 mil ao ano.

Veja como funciona a embalagem:

Texto extraído de http://cmnovarejo.com.br/ponto-de-venda/formatos-de-loja/2130-sapatos-com-classe-para-a-classe-c